
Já não é de hoje que um gênero cinematográfico intitulado comédia-romântica não me traz grandes supresas, não que eu seja insensível ou contra toda e qualquer forma de filmes românticos, muito pelo contrário adoro o gênero "romance", só não sou muito chegado nas comédias que se dizem românticas mas que não passam de simples comédias, por isso o filme sobre o qual vou falar chamou tanto minha atenção, por contar uma história que todos nós conhecemos, de uma forma um tanto diferente e de um ponto de vista inusitado, seu nome é 5oo dias com ela(500 days of Summer) .
Sempre cheio de estereótipos, de pessoas perfeitas, carros e acomodações de luxo ou simplesmente com uma realidade "bonitinha" demais pra ser verdade, cada novo exemplar de comédia romântica me fazia ficar mais distante do mesmo, especialmente por minhas experiências pessoais, minhas mudanças de visão em relação ao amor, minhas desilusões e reilusões. O gênero no meu ponto de vista foi se tornando uma versão moderna, dos famosos contos de fadas dos séculos passados, ganhando uma abordagem extremamente superficial e feminina, é pois afinal tais filmes sempre mostram o homem que todas as mulheres querem ter e as mulheres que todas elas gostariam de ser; quando eu pensava que estava tudo perdido eis que surge este filme(500 dias com ela), devo admitir que pra mim foi supreendente, não pelo tema em si, muito menos por originalidade de roteiro, o que me chamou a atenção nesta singela produção foi a forma como ele aborda um tema um tanto batido do "garoto encontra garota".
O filme segue um tanto à risca a fórmula de outros filmes do gênero, o casal se conhece, se envolve, briga e no fim a relação de fato termina; calma isso não foi um spoiler, o diretor Marc Webb(que atualmente trabalha no novo Homem-Aranha) monta o filme de uma maneira que isso nos é revelado logo nos primeiros minutos do filme, contando a história em ordem não cronológica. O protagonista é um cara normal( o qual devo admidtir deveras me identifico!!) que tem uma visão de amor construída através da cultura pop, ou seja, uma visão idealizada de tal sentimento, seu nome é Tom( Joseph Gordon-Levitt, recentemente visto em A Origem), que acha finalmente ter encontrado sua "princesa encantada" que atende pelo nome de Summer(Zooey Deschanel de O Guia do Mochileiro das Galáxias) que por sua vez sempre deixa claro não acreditar no amor. Os dois se conhecem na empresa de cartões comemorativos e não demoram muito para se envolver, em uma história de amor que ao mesmo tempo que é doce, sensível e engraçada, também é honesta, fria e crua,expressando muito bem como uma história de amor acontece no "mundo real". Outra coisa que me chamou a atenção na produção é que é primeira vez que eu vejo uma história de amor contada do ponto de vista de um homem, um homem acima de tudo romântico que ao longo da produção se defronta com um mundo frio, ele idealiza um amor e aprende que não é bem por aí que a banda toca, popularmente falando, é isso que depois de alguns foras, amores platônicos ou relacionamentos desfeitos nós aprendemos e digo isso em especial para os homens(incluindo este que vos escreve!), é em torno dos sentimentos masculinos que o filme gira sem precisar ser machista ou apelar para piadas de mal gosto, talvez seja por isso que a personagem Summer não seja tratada com digamos uma "profundidade" não por descaso ou incompetência do roteiro mas talvez por uma questão de ponto de vista, pois assim como Tom o espectador não compreende muito bem as motivações de Summer, afinal, acho que todos nós já passamos por uma situação como a dele, pode não ter durado os 500 dias do título mas provavelmente foi o suficiente para nos fazer aprender a lidar com o fim e com a dor mutias vezes superestimada do término da relação, é um filme que distrai, diverte, mas ao mesmo é um choque de realidade, com auqela mensagem meio: Erga a cabeça e siga em frente, o fim pode ser um novo começo.

P.S.:Queridas mulheres que tanto reclamam da falta de homens românticos, aconselho-as a assistir esse filme, não que situações como as mostradas na produção justifiquem a "falta" de homens sensíveis, mas sim para que tentem entender nossa postura algumas vezes, pois afinal, depois de tantos gelos, foras e rejeições é meio difícil sentir-se seguro o suficiente para expressar os sentimentos, ou seja, não é que não existam homens românticos, eles apenas se escondem no fundo da nossa essência, na névoa de nosso ego como um sistema de defesa que nós acreditamos que não nos fará sofrer novamente,claro, realmente existem muitos cafagestes, mas não percam as esperenças e da próxima vez que toparem com um cafageste em sua vida tente observar ao seu redor, as vezes, como é mostrado no filme, perdemos oportunidades incríveis por estarmos olhando para o lado errado.
Bjs!! Fiquem com Deus!!!
10 comentários:
Com certeza "amor" é a palavra mais corrompida que existe pois ninguém sabe o que é, NÃO PÁRA PRA PENSAR NO QUE É, e, pior, a maioria pensa que sabe o que é!! Mas na verdade é uma descoberta que leva a vida toda e que não cai do céu. Se formos analisar bem, na nossa sociedade o amor tem um significado comum de valor muito duvidoso: "amor é aquilo que eu quero, do jeito que eu quero", podendo ter ainda uma extensão que pode até ser mais perigosa "se não for do jeito que eu quero então é descartável". Toda essa associação de ignorância, presunção e egoísmo só pode resultar em um sentimento que é rígido, opressor, depressivo e violento. Tudo o contrário do que provavelmente deve ser o verdadeiro amor.
Caraca, não sabia que havia um crítico de cinema adormecido aí...hahahaha.Olha, eu nem posso falar sobre esse filme porque eu não assisti,mas como eu já te disse em uma remota conversa de msn, fiquei mesmo encucada quando vi o cartaz de divulgação do filme e estava escrito que "Não é um filme de amor, e sim um filme sobre o amor".Por tudo o que você descreveu, sinto que conseguiste captar a mensagem que o filme pretendia passar( Netília vai me matar!,e principalmente o olhar que deveria ser dirigido à ele. Afinal, com propostas como essa, de um ponto de vista diferente(no caso o do homem), é muito fácil escrachar e cair na comédia pastelão,ou até mesmo estereotipar, com aquelas idéias de "forma" sobre o comportamento masculino. Esse tipo de temática pode nos fazer refletir que filmes sobre o "desamor" (me desculpa o neologismo)também podem nos fazer entender, um pouco que seja, o amor.
O filme é fantástico, vc se identifica com o Tom e se apaixona pela Summer junto com ele, enquanto acompanha tds as fases de uma relação do jeito que elas realmente são, do encatamento inicial, passando pelo desgaste gradual, até o fim onde não sabemos mais o que sentimos.
PS: O Rodrigo, de tão desacreditado no genero, não queria ver esse filme de jeito nenhum, tive que insistir pra ele dar o braço a torcer xD
Égua Adriano, pode crer depois de muita insistência sua que tomei ânimo pra ver este filme que de uma fomra mínima mudou meu modo de ver as coisas, valew fioda...
OUw muito boa critica Rodrigo!
Me deu vontade de assistir o filme, e vou fazer, continue nesse caminho garoto, se leva jeito :) e acima de tudo, continue romântico haha.
CHOQUEI!
E de todos os filmes, você tinha que me avisar deste?
Não assisti, só li em revistas, mas com certeza é muito boa essa quebra de estereótipos e essa esperança na "sensibilidade" masculina, e principalmente no romantismo (que tanto busco =P) raro nos homens!
Quanto a esse PS, penso mesmo que muitos se sentem reprimidos quanto a mostrarem seus verdadeiros sentimentos, se entregarem, mas o que sempre tenho vontade de dizer é:
esqueçam essa criação machista e façam diferente, sejam honestos e sinceros (como nós mulheres somos, ao menos uma parte)ou nunca se poderá ter uma relação realmente proveitosa, nunca se descobrirá o verdadeiro amor, com seus obstáculos, mas que vale a pena lutar, e juntos se pode vencer! :P
Beijos e continue com esse hobby de crítico que mais pra frente poderá ser sua profissão! ^^
Muito boa sua resenha, mano. Vou tentar achar o filme pra ver. ;D
beijocas
Um filme a priori similar aos outros (mas nunca devemos julgar pela simplicidade), daí a sacada. O filme é repleto de fatos marcantes, nunca vi um filme com vários clímax (apesar de eu saber que não existe, mas saca só a situação), uma história batida com um desenlace supreendente.
E as pessoas me falavam tanto para vê-lo e eu dizia...um dia vejo.
Num belo dia q resolvi visitar amigos antigos, nos reunimos para assistir mais um filme na ksa do Rodrigo (trixa).
De nós quatro (eu, Rodrigo, Cris, e Adriano) assistindo o filme, o Cris era o que mais se debulhava em lágrimas...rsrsrsrsr
(brincadeira)
Passei para um monte de gente ver tbm...eras do filme...
...Um belo dia, uma belo filme e belas companhias.
Adoro vcs!!!!!!
O bom é saber que vimos o filme e fizemos juntos os cometários pós-filme.
E não parei naquele dia, cada amigo que dizia p/ vê-lo, via junto tbm...
Entao agora é só somar qnts vezes eu vi esse filme.
O bom foi q o Tom(o personagem) não morreu de depressão, nem se suicidou, tem tentou acabar e/ou infernizar a vida do ex ou outras pessoas...
Ele cai, simplesmente se levanta e recomeça.
O que o torna distinto dos outros filmes e não o torna clichê.
PS: "uma comédia romântica pra pra macho"...foi boa essa.
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